domingo, 20 de agosto de 2017

Padre abusava de fiéis prometendo devolver-lhes a virgindade

Iran Rodrigo Souza de Oliveira foi acusado por cinco jovens, mas é suspeito de ter abusado de muitos mais fiéis.

Um padre de 45 anos foi preso em Caiapónia, cidade no interior do estado brasileiro de Goiás, por, segundo o Ministério Público, abusar de fiéis excessivamente crédulas prometendo que assim lhes devolveria a virgindade perdida. O religioso, Iran Rodrigo Souza de Oliveira, já foi acusado por cinco jovens e adolescentes, mas é suspeito de ter abusado de muitos mais fiéis desde 2005, primeiro ano dos relatos que já chegaram ao Ministério Público.
Danni Sales Silvas, o promotor que comanda a apuração do caso e já ouviu várias vítimas, diz que o padre pode ter abusado de um número muito grande de fiéis que frequentavam a sua paróquia, tendo entre as vítimas desde uma menina de 11 anos até uma mulher de 50. Os abusos, ainda segundo o promotor, ocorriam sempre após as fiéis relatarem em confissão a prática de algum acto de cunho sexual que elas consideravam ser um pecado, nomeadamente por terem perdido a virgindade. Ao saber desse suposto pecado, o sacerdote, dizendo ter o poder de lhes conceder a bênção de voltarem a ser virgens, cometia os abusos. De acordo com a investigação, o primeiro passo era convencer as fiéis a deixá-lo tocar no corpo delas, inclusive nas partes íntimas, para iniciar a suposta regeneração da virgindade.
Ainda de acordo com a acusação, o religioso pedia às suas vítimas que lhe enviassem fotos em que se mostrassem totalmente nuas, em poses frontais, de costas e, ainda, com as pernas abertas. Segundo os relatos das vítimas, ele dizia que era para continuar o trabalho de recuperação virginal à distância, sem a presença delas. Além disso, e mais uma vez de acordo com o Ministério Público de Goiás, o religioso promovia na casa paroquial sessões de suposta purificação das suas vítimas, que duravam de uma hora a uma hora e meia, período durante o qual abusava delas. A polícia e o Ministério Público acreditam que, com a divulgação da prisão do sacerdote, muitas outras vítimas ganhem coragem para denunciar abusos sofridos, não apenas em Caiapónia mas em várias outras cidades da região onde o padre actuou.

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