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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Áustria é sétimo país da União Europeia a proibir véu islâmico que cobre rosto

Uma nova lei que entrou em vigor na Áustria neste domingo proíbe o uso do véu islâmico em lugares públicos. O país é mais um entre as sete nações integrantes do bloco europeu que determinaram a proibição total ou parcial nos últimos anos. Segundo a lei austríaca, rostos devem estar visíveis do queixo até o fim da testa. A proibição, que prevê multa, não se restringe ao véu islâmico e inclui máscaras ou outros tipos de coberturas faciais que impeçam o reconhecimento público do indivíduo.
Críticos argumentam que apenas uma minoria de mulheres islâmicas vivendo no país usam os dois tipos de véus que cobrem o rosto - a burca e o niqab. Seriam cerca de 150 no total. Portanto, alegam, o efeito seria menos prático e mais político, uma espécie de aceno às demandas de eleitores que têm se aproximado das ideias consideradas à extrema-direita do espectro político. O país terá eleições neste mês nas quais espera-se que o partido anti-imigração e anti-Islã, o Partido da Liberdade, obtenha maioria e seja o líder em um governo de coalizão.

Polêmica

A medida gera polémica, mas vem sendo adotada e também debatida em diversos países. A França aprovou uma lei em 2010 que proíbe pessoas de esconderem o rosto na rua ou em outros locais públicos e estabelece multa de até 150 euros para quem desobedecê-la. A premiê alemã Angela Merkel já disse, por exemplo, que o véu que cobre por completo o rosto deve ser proibido na Alemanha, "sempre que for possivelmente legal". A Dinamarca debate proibição equivalente. O Reino Unido não proíbe nem o niqaq (que deixa os olhos à mostra) nem a burca (que cobre todo o rosto).

Países da UE onde há proibição total ou parcial do véu islâmico

  • Itália
  • Bélgica
  • Holanda
  • França
  • Espanha
  • Bulgária
  • Áustria

Incompatível

Em Julho deste ano, iniciativas contrárias ao véu obtiveram um apoio importante com uma decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos. Em um julgamento iniciado por duas mulheres afectadas pela proibição na Bélgica, o tribunal determinou que a regra belga não viola a convenção de direitos humanos. O tribunal argumentou que a prática de uso do véu 'completo' era incompatível com a comunicação e o estabelecimento de relações humanas indispensáveis ao funcionamento de uma sociedade democrática.

Em 2014, a corte já havia confirmado a lei francesa assinalando que a medida poderia ter "efeitos negativos específicos sobre as mulheres muçulmanas", mas que existe uma "justificativa objectiva e razoável" para adotá-la. À época, o caso havia sido levado por uma mulher islâmica, argumentando que a medida feria a liberdade religiosa. Na ocasião, o governo francês alegou que a medida havia sido adotada por questões de segurança e não tinha como alvo os muçulmanos.

domingo, 1 de outubro de 2017

A faixa de pedestres que engana os motoristas para forçar redução da velocidade

Ísafjörður, um pequeno vilarejo da Islândia, acaba de virar notícia internacional por causa de uma faixa de pedestres. É que não se trata de uma faixa de pedestres qualquer, encontrada em uma esquina comum por aí. Em Ísafjörður, as listras brancas flutuam sobre o asfalto - ou ao menos é o que parece quando vistas à distância.
Tudo não passa de uma ilusão de óptica. O desenho foi feito propositalmente desta forma para que ela pareça ser tridimensional e, assim, chamar mais a atenção dos motoristas quando se aproximarem dela. O objectivo é reduzir a velocidade dos veículos nas áreas residenciais do vilarejo pesqueiro de 2,6 mil habitantes no noroeste islandês. As fotos da nova faixa de pedestres rodaram o mundo. Mas, ainda que seja a primeira do tipo na Islândia, não é uma ideia exactamente original.
Gautur Ívar Halldórsson, director-executivo da Vegmálun GÍH, a empresa que criou a faixa 3D, disse ao site de notícias local Vísir que a inspiração veio de Nova Déli, capital da Índia. A técnica aplicada por lá no ano passado já foi usada em outras cidades indianas e também na China. É um recurso para tentar prevenir fatalidades com pedestres. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 22% das mortes no trânsito no mundo são de pedestres atropelados.

Por que Los Angeles está pintando o asfalto da cidade de cinza claro

Os ventiladores de tecto e os aparelhos de ar condicionado conseguiram apenas aliviar os efeitos da sufocante onda de calor que atingiu o sul da Califórnia recentemente. Foram dias em que a maioria dos moradores de Los Angeles desejaram morar em um dos bairros que há algumas semanas testa uma nova ideia para combater as altas temperaturas. Trata-se do CoolSeal ("selo fresco", em tradução livre), uma espécie de pintura de cor cinza claro que "refresca" o asfalto e que foi criada para combater o chamado fenómeno da "ilha de calor" urbana.
Não é de se estranhar que o projecto piloto para colocar à prova a eficácia do CoolSeal tenha começado na cidade de Los Angeles. Cercada pelo deserto e coberta por milhares de quilómetros de asfalto, Los Angeles é um exemplo do efeito da ilha de calor, um fenómeno térmico que ocorre nas regiões urbanas por causa das bolsas de altas temperaturas, um efeito da combinação de cimento, asfalto, telhados escuros e escassez de árvores. O prefeito da cidade, o democrata Eric Garcetti, quer reduzir a temperatura média em dois graus Celsius nos próximos 20 anos, segundo o jornal Los Angeles Times. A aplicação de CoolSeal pode ser uma das soluções.
No momento, os resultados são animadores, disse à imprensa Greg Spotts, diretor-assistente do departamento de manutenção de ruas da prefeitura de Los Angeles. "Vimos que, em média, uma zona pintada com CoolSeal é entre 8 e 9 graus mais fresca que o asfalto escuro no mesmo estacionamento", disse Spotts. Por enquanto, o experimento foi aplicado em dois bairros de Los Angeles e está em sua fase inicial. Mas as autoridades têm esperança de poder estendê-lo a outros bairros e até mesmo outras cidades do Estado e do país. Alguns pesquisadores têm a mesma esperança. 
"Já temos uma tecnologia eficaz para nos protegermos das ondas de calor, chama-se ar condicionado", diz em tom de brincadeira Alan Barreca, professor de ciência do meio ambiente da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Mas há algumas razões pelas quais o ar condicionado pode não ser uma boa solução a longo prazo", afirma. "Por um lado, os aparelhos de ar condicionado emitem hidroclorofluorcarbonos (fluidos de refrigeração conhecidos por sua sigla HCFC) e consomem energia, provocando o aumento dos gases do efeito estufa".
"Por outro, nem todo mundo tem condições de ter ar condicionado. Isso me preocupa de um ponto de vista moral. O asfalto fresco beneficiará a todos, independentemente da fonte de renda", disse Barreca à BBC Mundo.

Tecnologia de defesa

O departamento de manutenção de ruas da prefeitura de Los Angeles está tocando o projecto piloto junto com a empresa GuardTop, fabricante de cobertura para asfalto com base na Califórnia. A empresa criou a tinta para a indústria de defesa dos Estados Unidos, disse Jeff Luzar, vice-presidente de vendas da GuardTop. Luzar disse que as autoridades queriam reduzir a temperatura das pistas de de-colagem para impedir que satélites espiões usassem raios infravermelhos para localizar aviões. O produto aplicado nas ruas de Los Angeles é parecido com o original, mas foi aperfeiçoado para reflectir ainda mais o sol.

Custos x benefícios

O representante do departamento de manutenção de ruas da prefeitura de Los Angeles reconhece que ainda é preciso avaliar os custos de elaboração e instalação do material, assim como os efeitos ambientais do processo como um todo para ver se eles compensam os benefícios. O CoolSeal custa US$ 40 mil por milha (1,6 km) e dura sete anos.
Para Alan Barreca, não há dúvidas.
"Há evidências de que o calor extremo pode ser mortal", diz o professor da UCLA. "Se 160 km de pavimento podem evitar a morte de uma única pessoa, vale a pena instalá-lo. E isso se só focarmos em salvar vidas. O calor extremo tem um efeito também nas hospitalizações, na saúde infantil e até na fertilidade." "Levando em conta todos esses factores, acredito que os benefícios do asfalto fresco superam os custos. Mas precisamos esperar para ver se isso é confirmado", reconhece Barreca. Greg Spotts concordou que ainda são necessários mais dados e afirmou que seu departamento vai monitorar e estudar as ruas onde o CoolSeal foi aplicado durante todo o outono boreal.

Pornografia leva jovens a plásticas vaginais

Brasil é o campeão mundial desta prática.
Anna, nome atribuído à jovem que não quis revelar a verdadeira identidade, contou à BBC que quis fazer uma cirurgia plástica à vagina aos 14 anos. "Não sei de onde tirei a ideia de que a minha vulva não era bonita o suficiente, que não tinha um bom aspeto", confessou a jovem.  A labioplastia, processo cirúrgico ao qual se submeteu, consiste num encurtamento ou remodelação dos lábios da vagina.

Segundo a mesma fonte, Anna contou que pensou em recorrer à cirurgia depois de ter assistido a pornografia. Ao ver as vaginas das actrizes pornográficas, a jovem pensou que todas deveriam ser simétricas e perfeitas, não tendo nunca antes visto nenhuma que não a sua. Anna acabou por desistir da ideia. Contudo, esta prática é cada vez mais comum em meninas adolescentes. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país onde mais ocorrem estes casos.


O mesmo revela o número de 23155 destes procedimentos no passado ano de 2016. No entanto, os dados não são referentes a menores. No Reino Unido, por sua vez, foram registados mais de 200 casos, correspondendo 150 dos mesmos a menores de 15 anos, conforme divulgado pelo Sistema de Saúde Pública britânico (NHS). Já nos EUA, 560 menores recorreram a esta prática, segundo a Sociedade de Cirurgia Plástica Estética do país. Os médicos especialistas desaconselham vivamente este procedimento, sobretudo em menores cujo corpo ainda se encontra em desenvolvimento. Para além de Anna, a BBC entrevistou mais três adolescentes de uma escola inglesa que confessaram sentirem-se pressionadas com os padrões de beleza e imagens a que assistem na internet.😶

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Criança é morta pelo padrasto por perder um sapato

Marvyn Ilheanacho, de 39 anos, foi preso em Julho depois de ter espancado até à morte o filho da namorada, de 5 anos, em Catford, em Inglaterra. De acordo com o jornal Mirror, o motivo do homicídio terá sido a perda de um sapato da parte da criança. O crime aconteceu em Novembro do ano passado.

De acordo com o jornal Daily Mail, testemunhas que assistiram ao espancamento contam que ouviram a criança a pedir desculpa e que a luta parecia ser, inicialmente, entre dois adultos. 


A criança terá ficado com vários hematomas espalhados pelo corpo e, dois dias depois do ataque, acabou não resistir aos ferimentos. A mãe da criança, Liliya Breha garantiu no tribunal que o companheiro sabia "exactamente o que estava a fazer".

As autoridades adiantam que o culpado confessou ter atirado a criança contra um portão de um parque infantil. Marvyn Ilheanacho apresentou também "desculpas" para explicar as agressões da criança. Depois do tribunal decretar a prisão do homem, com uma pena mínima de 18 anos, a mãe da criança exigiu ter acesso à história criminal do ex-namorado.

Segundo o jornal Mirror, os procuradores do processo durante o julgamento de Marvyn Ilheanacho revelaram que o homem tinha um longo passado de crimes. Liliya Breha afirmou que não fazia ideia dos antecedentes criminais do ex-companheiro, exigindo ter que as pessoas que sofram com estes ataques consigam ter acesso à informação policial.