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domingo, 15 de outubro de 2017

Professor cego e cadeirante inspira alunos: 'A superação está dentro de cada um', diz

Síndrome de Devic afectou visão e movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira aos 13 anos. Ele lecciona em sala do 5º ano de escola municipal de Rio Claro, SP. Uma doença rara degenerativa tirou a visão e parte dos movimentos das pernas de Osvaldo Fernando Moreira, aos 13 anos, mas não o impediu de sonhar.

Formado em pedagogia, o professor de 29 anos inspira alunos do 5º ano do ensino fundamental para quem dá aulas em Rio Claro (SP) desde Junho deste ano. “A superação está dentro de cada um”, disse ao G1 neste domingo (15), Dia do Professor. Moreira é concursado na Escola Municipal Jovelina Morateli, no bairro Mãe Preta, onde sente-se realizado pela profissão que diz ter se apaixonado logo nos primeiros meses da graduação. Para conseguir o que queria, foi preciso muita dedicação, característica que admira em si próprio.


“Eu não falo que não consigo, que é impossível fazer algo. Para mim, essa palavra não funciona, não. Eu persisto nas coisas e até fico admirado pelo que faço”, contou.

Síndrome de Devic
Moreira nasceu saudável, mas na adolescência foi diagnosticado com a síndrome de Devic, uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central. Em uma semana, perdeu a visão e parte dos movimentos das pernas. O tratamento começou em 2001 no Centro de Habilitação Princesa Victoria (CHI) onde se aproximou de pessoas com dificuldades semelhantes. Lá aprendeu a se comunicar em braile e logo passou a dar aulas para crianças com deficiência visual e múltiplas deficiências. Seis anos depois, prestou concurso e, em 2008, passou a trabalhar na unidade.

“Eu ensinava braile, informática adaptada para cegos, adaptava material e orientava professores da rede ensino. Sentia a necessidade cursar pedagogia para oferecer mais qualidade aos alunos”, contou.

Ao concluir a graduação, Moreira prestou outro concurso para professor da rede municipal de ensino e, em maio deste ano, teve que se desligar do CHI. “Por ter toda uma história de ajuda e recuperação, foi muito difícil a minha saída”, contou.

Primeiro dia de aula
O professor lembrou que teve receio em relação ao primeiro dia de aula, pois não sabia o que iria encontrar. Ele não conhecia a escola, os professores, não sabia se o prédio era adaptado e não tinha noção de como seria recebido pelos pais e alunos. A experiência, entretanto, o surpreendeu. “As crianças são curiosas, perguntaram por que tinha ficado doente, como uma pessoa cega enxerga, como eu fazia em casa.
Contei a minha história e elas ficaram surpresas por eu conseguir fazer tantas coisas. Com isso, foi quebrando aquele gelo. No primeiro dia de aula saí muito feliz pela receptividade dos alunos e da escola”, disse. Segundo Moreira, a Secretaria Municipal de Educação fez algumas melhorias no prédio da escola, como rampas e adaptações no banheiro. As portas largas e sala ampla facilitam a circulação entre os alunos. “Eles vêm, pegam minha cadeira e levam até o lugar deles. Leem a pergunta, a resposta e dou as orientações”, contou. A professora Ana Cristina de Souza Cruz auxilia o trabalho. “Quando tem explicação na lousa, eu falo e ela escreve. Ela é como se fosse meus olhos e braços. Discutimos e planejamos o conteúdo aplicado, as crianças têm sorte por terem dois professores”, disse ele.

Independência
O professor morava com os pais e três irmãos, mas há quatro anos comprou um apartamento e desde então vive sozinho. No começou a mãe não gostou muito da ideia, mas acabou aceitando com a condição de que ela pudesse cozinhar e fazer outras tarefas. O acordo durou pouco tempo, pois Moreira aprendeu a fazer feijão, carne de forno, torta, bolo e outras receitas que pega na internet. Ele disse que também limpa a casa e lava roupas.

“Sempre fui ligado à família, porém sempre fez parte da minha personalidade ser mais independente. Apesar disso, nunca estou sozinho, meus pais, irmãos e amigos estão sempre em casa”, contou.

Superação
Religioso, o professor disse acreditar que Deus tem um propósito para tudo. “Talvez se eu não ficasse doente, não iria conseguir mostrar para as pessoas que há possibilidade e que não é preciso só reclamar dos problemas. Com a minha história, acabo transformando a vida de algumas pessoas”, disse. Para ele, superação é uma capacidade do ser humano, basta querer fazer e se esforçar. O professor disse que sempre lembra aos alunos que é preciso correr atrás dos objectivos independentemente da limitação que se tem.

“Aceito a minha condição de ter duas deficiências, mas eu não me conformo porque senão não vou conseguir viver em paz, ser feliz. A ciência está avançada, a gente não sabe o dia de amanhã. Do mesmo jeito que fiquei doente posso recuperar. Eu acho que lamentar e reclamar de um problema não vai fazer com que consiga resolvê-lo, As pessoas têm que tem ter mais acção e força de vontade para seguir frente”, ressaltou.

Da Silva

1 - Namugo na Doutor ---------baixar aqui
2 - Me entreguei de mais ------baixar aqui
3 - Pela paz ----------------------baixar aqui
4 - Nao quero mentir -----------baixar aqui
5 - Dhivilele ---------------------baixar aqui
6 - Okhale waga -----------------baixar aqui
========================================================================================= Se algo der errado me da sinal logo a seguir abrir ===================

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

'Não estou triste por morrer, mas por não poder me vingar': o relato de um prisioneiro de Auschwitz

Em 1944, prisioneiro judeu escreveu uma série de textos e os enterrou em Auschwitz. Décadas depois, papéis foram achados e, hoje restaurados quase na íntegra, compõem um dos relatos mais impressionantes do Holocausto. 
Todos os dias, Marcel Nadjari e outros presos de uma unidade de trabalho conhecida como Sonderkommando (comando especial), no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, enfrentavam o pior dos horrores. "Todos aqui sofremos coisas que a mente humana não pode imaginar", afirma Nadjari. O relato está num texto que ele escreveu secretamente no final de 1944, colocou dentro de uma garrafa térmica envolta numa bolsa de couro e enterrou perto do Crematório 3 do campo, que seria libertado no início de 1945.

O texto, tido como um dos mais impressionantes documentos do Holocausto, foi descoberto por um estudante nos anos 1980 e, após anos de restauração, agora pode ser lido quase na íntegra. "Debaixo de um jardim, há um porão com dois recintos infinitamente grandes: um deles é usado para tirar as roupas. O outro é uma câmara da morte", relata Nadjari. "As pessoas entram nuas e, quando o espaço está cheio com cerca de três mil pessoas, ele é fechado, e todos são asfixiados com gás".
O prisioneiro grego descreve, entre outras coisas, como os detentos do campo eram enfiados "como sardinhas" na câmara, enquanto os alemães usavam chicotes para apertá-los ainda mais dentro do recinto antes de trancar as portas e abrir os dutos de gás. "Após meia hora, abríamos as portas e começávamos o nosso trabalho", conta Nadjari. Sua ocupação: levar os cadáveres aos fornos de incineração, onde "um ser humano acaba sendo reduzido a cerca de 640 gramas de cinzas".

O Sonderkommando era um grupo de trabalho em Auschwitz composto por prisioneiros judeus do campo de extermínio. Os detentos eram obrigados a preparar os assassinatos em massa de outros prisioneiros, saquear seus pertences após a gaseificação e transportar os corpos para os fornos. A história é bem contada, por exemplo, no filme húngaro "O filho de Saul" (2015), vencedor do Oscar de melhor longa estrangeiro.

Os escritos de Nadjari, de raridade e importância histórica, estão agora quase inteiramente legíveis, após terem sido descobertos em condições precárias de conservação. Neste mês, eles foram publicados pela primeira vez em alemão, pelo Instituto de História Contemporânea (IfZ), com sede em Munique. De acordo com o historiador russo Pavel Polian, a mensagem de Nadjari, é um de nove documentos distintos encontrados enterrados em Auschwitz.


O conjunto de textos, escritos por cinco membros do chamado Sonderkommando, "são os documentos mais centrais do Holocausto", afirma o pesquisador.

Três décadas enterrados
Polian pesquisou o texto por dez anos e publicou suas descobertas no livro Scrolls from the ashes (Pergaminhos das cinzas, em tradução livre). Mensagens enterradas como a de Nadjari foram encontradas exclusivamente em Auschwitz, diz o historiador, ma a maioria em Fevereiro ou Março de 1945, logo depois que o campo foi libertado. A mensagem de Nadjari foi a última a ser encontrada, e Polian acredita ser altamente improvável que haja outras mensagens de membros dos Sonderkommando ainda enterradas.

Cerca de cem dos quase 2 mil prisioneiros de Auschwitz encarregados de se livrar dos milhares de cadáveres sobreviveram aos horrores do campo de extermínio. Dos cinco que escreveram e enterraram suas mensagens, Nadjari foi o único sobrevivente. Em 1980, um estudante que fazia escavações na floresta próxima às ruínas do Crematório 3 de Auschwitz-Birkenau desenterrou as notas enroladas dentro da garrafa térmica. Ao contrário das mensagens dos outros prisioneiros, apenas entre 10% e 15% do texto de Nadjari estavam legíveis.

Os papéis, escritos em iídiche, ficaram enterrados em solo húmido por 35 anos no momento da descoberta. Depois, foram encaminhados ao Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau, instalado na Polónia. Em 2013, um jovem russo especialista em TI passou um ano trabalhando no manuscrito borrado, voltando a tornar os contornos das letras visíveis com a ajuda de análise de imagens multi-espectrais (usando imagens com diferentes comprimentos de ondas electromagnéticas).

"Atualmente, conseguimos ler de 80 a 90%", diz Polian, que iniciou o projeto de avaliação do manuscrito. Segundo o historiador, o texto está sendo traduzido para o inglês e para o grego – e as traduções deverão ser publicadas em novembro.

Retorno à Grécia
Nascido em 1917, Marcel Nadjari era um comerciante grego de Tessalônica. Foi deportado para Auschwitz em abril de 1944 e colocado para trabalhar no Sonderkommando. "Se você ler sobre as coisas que fizemos, vai dizer: 'Como alguém pôde fazer isso, queimar seus companheiros judeus?'", escreveu Nadjari. "Foi o que eu também disse no início, e no que pensei várias vezes". Após a guerra, Nadjari retornou à Grécia. Em 1951, ele, sua esposa e seu filho emigraram para os Estados Unidos, onde ele trabalhou como alfaiate.

Nadjari morreu em Nova York em 1971, aos 54 anos de idade.
Apesar de Nadjari, no período em que morou na Grécia, ter escrito suas memórias, parece que ele nunca contou a ninguém sobre o manuscrito que enterrara em Auschwitz. Nos escritos, mais de uma vez, Nadjari escreveu que ficava tão devastado que pensava em se juntar aos prisioneiros nas câmaras de gás – mas a perspectiva de vingança sempre o impedia de fazê-lo.

Ele é o único dos cinco autores do Sonderkommando que escreveu abertamente sobre vingança. Segundo o historiador russo Polian, é isso que distingue as anotações de Nadjari dos outros. "Não estou triste por morrer", escreve Nadjari, "mas fico triste por não poder me vingar como eu gostaria."

Rapper Nelly detido por violar mulher

A polícia norte-americana prendeu, este sábado, o rapper Nelly, depois de uma mulher ter confirmado ter sido abusada sexualmente pelo artista.

Vítima alega ter sido agredida sexualmente pelo norte-americanos.  Segundo avançam os meios de comunicação social norte-americanos.



Citando o porta-voz da polícia, Steve Stocker, Nelly foi detido pelo episódio que terá acontecido no seu autocarro de turnée, que se encontrava, na altura, parado num supermercado.

Nelly, cujo nome verdadeiro é Cornell Iral Haynes Jr, estava em 'tour' pelos EUA e tinha estado em palco na noite anterior em Auburn, Washington.



O advogado do cantor, famoso por temas como "Hot in Herre" e "Dilemma", garante que nada se passou e assegura que a acusação é "desprovida de credibilidade" e "motivada pela ganância e vingança".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

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